Dicas para integrar a turma na volta às aulas

28 de janeiro de 2009 às 11:26 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Com dinâmicas divertidas, você professor apresenta a escola aos alunos, aproxima colegas de classe e contribui para que todos se sintam acolhidos dentro do novo grupo.

Primeiro dia de aula. A turma toda está na expectativa para saber quem serão os novos professores. Muitos alunos nunca se viram ou mal se conhecem. Para formar um grupo unido, bem relacionado e em sintonia com você, esqueça a velha tática de dar bom dia, fazer as apresentações e entrar no conteúdo. Confira a seguir dez atividades de integração para diversos níveis de estudo.


1)- Como é meu colega

Diga à classe que todos vão ganhar um “retrato”. Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança. Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc. Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem. Faça o “retrato” de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo. Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo. É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente.

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2)- Os materiais que vamos usar:

Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila. Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas. Oriente a busca dizendo “quente”, se o que procuram está perto, “morno”, se está a uma distância média, ou “frio”, quando estiver longe. Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um. Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado.

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3)- Meu nome é…

Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências.

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4)- Eu sou assim

Peça aos alunos para trazerem uma caixa de sapatos, que será transformada em caixa postal. O primeiro passo é fazer um corte horizontal em uma das laterais menores da caixa, por onde vai passar um envelope. Em seguida, numere-as e determine quem será o dono de cada uma. Diga a todos que memorizem o próprio número. Depois de prontas, coloque as caixas sobre a sua mesa. Numa segunda etapa, organize um sorteio. Cada estudante vai retirar de um saquinho um número, que será o da caixa de um de seus colegas, para quem ele escreverá uma carta. A mensagem deve ser anônima. No texto, o aluno se descreve fisicamente e escreve um pouco sobre seu dia-a-dia e seus gostos. O importante é dar informações suficientes para o destinatário adivinhar quem ele é e, de quebra, conhecer um pouco mais sobre sua vida. Ninguém pode ver o colega depositar a carta na caixa. Caso contrário, acaba o mistério sobre o remetente.

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5)- Quem é meu professor?

Organize uma entrevista para que os alunos conheçam você melhor. Divida-os em grupos e solicite que elaborem questões como se fossem repórteres. Diga que as perguntas podem ser sobre sua idade, se tem filhos, quanto tempo tem de profissão ou onde mora, por exemplo. Prontas as questões, sente-se num local da sala onde todos possam vê-lo bem para respondê-las. Avise que todos deverão trazer, no dia seguinte, um breve texto sobre tudo o que lembrarem. Assim, eles prestam atenção. Na próxima aula, sorteie algumas crianças para ler a produção escrita e peça que as demais avaliem e complementem se necessário. Proponha essa atividade depois de promover a apresentação e o reconhecimento do espaço físico da escola (a seguir).

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6)- Turismo na escola

Se a sua turma for de 1ª a 4ª série, divida os alunos em grupos. Esse é um bom momento para integrar os novatos. Deixe-os junto aos veteranos, que devem se comportar como verdadeiros guias e anfitriões. Em cada folha de papel, descreva um local da escola, coloque os textos em uma caixa e organize um sorteio. Cada grupo retira um papel e tenta adivinhar qual é o local descrito. Em seguida, desafie os grupos a encontrar os locais sorteados. Chegando ao destino, os alunos desenham o ambiente com o máximo de detalhes, escrevem o nome dos funcionários que trabalham lá e a sua função. De volta à classe, os grupos trocam observações e registros e expõem suas produções. Num segundo momento, peça a eles que produzam um mapa da escola (com a sua ajuda, é claro) numa folha de cartolina. Em cada local específico do mapa, os desenhos são fixados. Estimule os grupos, nos dias seguintes, a visitar as dependências que ainda não foram percorridas. Em turmas de 5ª a 8ª séries, a garotada pode

fotografar esses lugares e fazer entrevistas mais longas com os funcionários. Nesse caso, você não precisa fazer o mapa e pode pedir textos detalhados sobre os diversos “pontos turísticos” da escola.

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7)- Direitos e deveres

Já nos primeiros dias, estabelecer os famosos combinados pode evitar problemas e garantir um bom relacionamento ao longo do ano. Comece discutindo com a garotada o que espera do ano que se inicia e qual a melhor maneira de trabalhar em grupo para alcançar esses objetivos. Formule com todos (e escreva no quadro) a continuação das seguintes frases: “Temos direito a…” e “Somos todos responsáveis por…”. Lembre-se de que a declaração de direitos e deveres deve ser inspirada nas normas gerais da escola – que os alunos precisam conhecer – e ser focada no que deve ser feito, e não no que é proibido. A etapa seguinte é descobrir o que as outras turmas da escola combinaram. A troca de informação, além de enriquecer os tratados feitos por eles, promove a integração com colegas de outras classes. Ao terminar, peça a cada um que copie os tratados e cole na agenda. Assim, o texto estará sempre à mão. Além disso, os estudantes podem produzir dois grandes cartazes em cartolina para pendurar na

parede da classe.

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8)_ O que vamos aprender

Todo ano é a mesma coisa: o que esperar da série que se inicia? Uma situação desconhecida sempre dá um friozinho na barriga. Para baixar a ansiedade da meninada, registre no quadro algumas dúvidas e expectativas do grupo sobre o trabalho na nova classe e convide alguns estudantes da série seguinte para respondê-las. Deixe que falem livremente sobre as suas impressões e vivências como ex-aluno da série. Esse intercâmbio, logo no início, deixa a turma mais tranqüila e segura e valoriza a cooperação e a interação entre diferentes classes.

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9)- O que penso ou sinto sobre…

Inspirado em conteúdos transversais a ser trabalhados ao longo do ano, escolha imagens extraídas de revistas ou jornais: animais em extinção, diferentes profissionais em ação, crianças numa fila de vacinação, mesa com alimentos saudáveis, indivíduos em situações precárias de vida, produtos tecnológicos modernos, mulher grávida, entre outras. Entregue uma para cada aluno e peça que escrevam o que sentem ou pensam sobre a imagem. Isso possibilitará conhecer o nível do texto com relação a coesão, coerência, adequação gramatical e ortográfica e vocabulário. Além disso, você vai conhecer gostos, sentimentos, histórias de vida e percepção de mundo dos adolescentes.

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10)- O que vou aplaudir?

Organize os alunos em duplas e selecione temas para ser discutidos. Por exemplo: Brasil, reciclagem de lixo, internet, camisinha, desemprego, Sol, música. Escreva a lista no quadro-negro e em pedaços de papel, que são colocados num saquinho. Cada dupla sorteia um, vai até a lousa e diz se aplaude ou não o tema sorteado. Peça que cada um justifique sua opinião. Um deve complementar a fala do outro expressando tudo o que sabem sobre o assunto. Com essa atividade, você poderá avaliar o conhecimento do grupo, seu nível de expressão e argumentação e descobrir quais são seus interesses. Essas informações serão valiosas para o seu planejamento.

Recomendado para: 5ª à 8ª séries

Expressão dramático-teatral na educação infantil

28 de janeiro de 2009 às 11:24 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Interpretada como uma forma de representar a própria imagem, os sentimentos e as experiências corporais.

O que explorar?

* a fantasia, a imaginação, a capacidade inventiva, criativa, estética e artística;

* o conhecimento e a aproximação às várias técnicas e meios expressivos;

* mímicas; expressão de emoções, afeto, sentimentos; atividades teatrais que utilizam o corpo e suas partes.

Como explorar?

Sugerimos jogos variados:

– Jogo do Espelho: uma criança é escolhida para fazer expressões fisionómicas em frente aos colegas, como se estivesse diante de um espelho. As outras crianças deverão repetir essas expressões.

– Jogo de Expressões Fisionômicas: o professor sugere uma frase ou uma situação e as crianças expressam fisionomicamente o que estão sentido. Exemplos: o que sentem quando: vêem um cachorrinho abandonado; recebem uma bolada no nariz, um pisão no pé, um puxão de cabelo; chupam uma fruta azeda; recebem um presente; sopram velas em um aniversário; estouram um balão de ar.

– Jogo de Interpretação: o professor lê uma história e os alunos são convidados a interpretar a ação de seus personagens, criando um novo final ou mantendo o mesmo, invertendo o conflito existente na história, etc

– Jogo de Mímica: os alunos representam diferentes situações, expressando-se por meio de gestos.

– Jogo do Faz-de-conta: as crianças imitam diferentes meios de transporte em movimento: carro em rua esburacada; barco navegando em mar agitado; trem passando em um túnel formado por outras crianças; avião decolando.

– Jogo de ações do cotidiano: as crianças dramatizam situações de compra e venda de produtos, em diferentes estabelecimentos comerciais; um dia como professoras; um dia como motoristas de ônibus escolar; um dia como viajantes de uma nave espacial; um dia como animal de estimação (gato, cachorro, passarinho, papagaio, tartaruga, peixinho); um dia imitando a mãe ou o pai.

A possibilidade da montagem de um espetáculo teatral é sempre muito apreciada, sobretudo pêlos alunos de 5 a 6 anos. A escrita do texto, a montagem dos cenários, a seleção dos artistas e a atribuição a cada um de personagens a serem interpretados, enfim, toda a organização do trabalho pode ser realizada por etapas, em um projeto organizado no decorrer de um bimestre. As tarefas atribuídas aos alunos devem levar em conta as aptidões pessoais: alguns preferem estar em cena, vivendo o espetáculo, enquanto outros são mais bem aproveitados nas atividades de organização do palco, das vestimentas, da seleção musical, do texto, enfim, atividades que contribuem para o trabalho como um todo.

O espetáculo pode ser exibido para os colegas, para a comunidade escolar, contando com a presença de pais e responsáveis.

Idéias pra decorar a salinha!!!!

23 de janeiro de 2009 às 10:50 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
Lindo d+ né?!

Lindo d+ né?!

Vamos acompanhar os saltos de desenvolvimento!!!

Vamos acompanhar os saltos de desenvolvimento!!!

Sim e Não!

Sim e Não!

OBAAAAAA!!! 1º DIA DE AULA

23 de janeiro de 2009 às 10:27 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Fim das férias, novos colegas, sala de aula diferente e professora desconhecida. Dá para imaginar as expectativas e inseguranças das crianças no primeiro dia de aula? Tanto para as que vão sentar-se nas carteiras pela primeira vez, quanto para as “veteranas”, o início das aulas significa, ao mesmo tempo, excitação e medo. Por isso, é estratégico para a escola conquistar seus alunos nesse dia. Vamos a algumas idéias?

 

Planejando a recepção

Programe a chegada dos alunos por série. Reserve um dia para os menores, outro para a 5ª série e o último para a 6ª, 7ª e 8ª. Assim, é mais fácil dar atenção a todos. A divisão de tarefas é essencial para o sucesso das atividades.

Aos pais, com carinho

Por que não convidar os pais a passar algumas horas na escola? Uma boa opção é fazer uma palestra sobre a importância da sua participação na educação dos filhos e nas atividades da escola junto à comunidade.

Primeira aula do ano

Substitua a aula tradicional por brincadeiras. Para os pequenos, por exemplo, conte uma fábula e peça para adivinharem a moral da história. Já os adolescentes merecem uma aula leve, seguida por divertida gincana cultural.

Aluno de Primeiro de Aula

Os calouros precisam conhecer as instalações da escola. Organize uma mini-excursão pelos banheiros, cantina, administração, salas de aula e pátio. Mas, antes da chegada da turma, a escola deve estar limpa e consertada…

Como você se chama?

Fora da classe, a melhor maneira das crianças se identificarem é com crachás. Prepare um para cada aluno, realçando seus nomes. Na sala de aula, estreite o contato entre eles promovendo jogos e atividades em grupo.

Fisgados pelo estômago

Programe para o intervalo um lanche especial, com tudo o que eles mais gostam, da pipoca ao cachorro-quente. Não estenda muito as atividades, pois as crianças estarão cansadas. Mande-as mais cedo para casa.

Dicas da Nova Escola.

Novidades Para Volta às Aulas!!!

23 de janeiro de 2009 às 10:20 | Publicado em Uncategorized | 3 Comentários
Figuras de motivação pra cadernos e agendas dos alunos... é só imprimir, xerocar, deixar tudo cortadinho, e caprichar no recado, todos vão adorar!!!!!

Figuras de motivação pra cadernos e agendas dos alunos... é só imprimir, xerocar, deixar tudo cortadinho, e caprichar no recado, todos vão adorar!!!!!

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Culto infantil

22 de janeiro de 2009 às 11:04 | Publicado em Uncategorized | 25 Comentários

Como fazer um culto infantil mais dinâmico?
LB, RJ, 2006

Decida um formato.
É necesário ter um pouco de rotina: ajuda as crianças a se sentirem à vontade e anteciparem o que vem depois. Mas, você não precisa ser rígido, nem fazer exatamente a mesma coisa todas as aulas. Varie as brincadeiras, músicas, tenha datas especiais com uma estrutura de atividades completamente diferente.

Por exemplo, o seu formato básico poderia ser assim:

  1. Cumprimentos: diga “Bom Dia! Olá! Como vai?”. Cumprimente cada criança pelo nome, sorria, demonstre prazer em recebê-las.
    Você pode fazer uma chamada como na escola, mas ao invés de cada criança dizer ‘presente’, para cada dia você terá um tema “hoje quando eu chamar o seu nome, você vai me dizer a sua cor favorita”.
    Ou você pode ter um quadro onde cada um cola um adesivo ao chegar.
  2. Música: intercale cantos conhecidos com outros novos (se você só usa cantos novos, as crianças se sentem frustradas; se você só usa os mesmos, fica cansativo. Intercalar cantos que conhecidos com um ou dois novos, é mais interativo).
  3. Oração: é importante que as crianças se habituem a orar. Alterne: as vezes um adulto ora; às vezes uma ou mais crianças oram. Faça orações em círculo, de mãos dadas; individuais, cada um na sua; em silêncio ou em voz alta.
  4. Introdução ao tema: pode ser uma música, uma brincadeira, uma conversa… Mostre algum objeto que irá aparecer na história, pergunte sobre as experiências das crianças sobre o tema da história (por ex.: quem já foi pescar? no dia em que você vai falar da pesca maravilhosa)
  5. Tema: pode ser por dia ou pode ser um tema por mês/bimestre com várias histórias e atividades interligadas. É muito importante que você escolha uma forma apenas para apresentar o tema: Conte a história ou faça um jogo ou dinâmica, etc… Depois que você aprensentar o tema, dê uma chance as crianças de responderem, assimilarem, trabalharem por si mesmas o conteúdo. Isso pode ser uma conversa ou como descrito abaixo.
  6. Resposta ao tema: pode ser arte, trabalho escrito, jogo. Dê oportunidade às crianças para que recontem a história nas suas próprias palavras ou de que respondam ao tema com expressão artística. Veja mais sobre isso nas Dicas “Como lidar com atividades artísticas” ou nos Trabalhos Manuais.
  7. Encerramento: com oração, bênção e envio. Você precisa terminar o dia; é muito importante dar um fim claro às atividades, demonstra respeito, não só a Deus e às atividades que você preparou como às crianças.
  8. Despedida: Faça deste um momento agradável e informal. É neste momento que você conversa com os pais, diz a eles o que os filhos fizeram durante o dia, elogia um bom comportamento e a participação. Dê uma atenção também as crianças, diga que você gostou que elas vieram e que gostaria de vê-los novamente no próximo domingo. Quem sabe algumas vezes você prepara um suco com biscoitinhos e promove um rápido papo para integração das famílias.

Varie!

  • Faça um jogo para ver se todos sabem os nomes uns dos outros;
  • Traga instrumentos musicais para as crianças acompanharem o canto (chocalhos, triângulos e coquinhos todos podem usar);
  • Traga um CD com o playback das músicas ou com a história do dia;
  • Conte a história: usando fantoches; usando flanelógrafo; usando objetos; usando livro; outra só com a sua voz e gestos.
  • Monte um teatro, jogral ou encenação (com as crianças ou com os pais e avós para contar a história);
  • Não conte história alguma: faça uma dinâmica de grupo ou brincadeira que leve as crianças a pensar sobre o tema do dia ou sobre o que o texto bíblico quer dizer (isso funciona melhor com crianças acima dos 8 anos);
  • Promova uma festa, talvez com os pais junto. (fizeram recentemente uma Noite do Pijama na minha comunidade e as crianças vieram para uma atividade no fim da tarde de sábado; dormiram em sacos de dormir e colchonetes no salão comunitário, com alguns pais e voluntários para tomar conta; tomaram café da manhã lá mesmo e participaram do culto de domingo);
  • Convide as criancas para orarem; Dê diretrizes: cada um vai falar ‘obrigada por…’ e depois ‘Deus abençôe…’);
  • Involva as crianças na bênção: existem inúmeras cantigas simples e versinhos, como: “Deus te abençôe” – cada um coloca a mão sobre a cabeça do vizinho; “Deus te proteja” – cada um coloca a mão sobre os ombros do vizinho; “Deus te dê a paz” – as pessoas se abraçam (se estiver fazendo isto em círculo, é só passar o braço na cintura do vizinho e espremer o círculo em direçãoo ao centro).
  • Saia da sala de aula. Vá para o jardim (cuidado que é mais dificil manter a atenção!) ou para a igreja, ou mesmo para a cozinha (desde que não esteja sendo usada para mais nada).

Vá com calma!
Não adianta querer usar todas as sugestões acima no mesmo dia. Escolha uma para cada encontro, ou escolha uma por mês para experimentar. Use aquelas que você gostar com mais frequência, mas não tenha medo de testar uma ou outra novidade.

Divida o trabalho
Faça um “banco de talentos” – descubra o que as pessoas gostam de fazer. No nosso grupo de professores, duas são excelentes músicas; outras duas são boas contadoras de histórias; uma terceira tem uma voz doce que sempre acalma aquela criança que está chorando e as mais jovens tem energia para correr e brincar! Faça um rodízio entre as pessoas; se você trabalha em duplas, tente alternar as duplas.
Descubra também outras pessoas que podem ajudar na comunidade. Um senhor da nossa igreja reformou as cadeiras pequenas e preparou uma mesa na altura certa. Um artesão poderia fazer um flanelógrafo (velcrômetro) ou um palco para fantoches; e outra pessoa poderia trazer e cuidar das plantas em frente às salas de aula.

Ore, ore, ore…

Artigos legais para departamentos de Crianças

22 de janeiro de 2009 às 11:02 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Aulas dinâmicas melhoram a aprendizagem
LB, RJ, 2001.
Fontes: Revista Nova Escola. http://www.novaescola.com.br Novembro 2001.
Manual para o Culto Infantil 2000, Editora Sinodal

“A dupla giz e quadro negro está cada vez mais ultrapassada. É o que garante um estudo realizado pelo NTL Institute for applied Behavioral Science, organização americana especializada em estudos sobre o comportamento humano.
Segundo o trabalho, a retenção das informações pelos alunos varia conforme o método utilizado pelo educador: aulas meramente expositivas são menos eficazes do que as enriquecidas com exemplos práticos, atividades lúdicas e discussões em grupo. ‘Aprendemos mais quando somos levados a refletir e a estabelecer relações’ explica o professor Sérgio Leite do Departamento de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas. Veja abaixo os números levantados pelo instituto americano:
Palestra  5%    / Leitura  10%    / Audiovisual  20%    / Demonstrações  30%   
Grupos de discussão  50%    / Exercícios práticos  75%   
Ensinar aos outros e uso imediato  80%
   


Como começar um departamento infantil?
LB, RJ, 2002.

O óbvio a gente nem precisa dizer, né? Ore, converse com Deus, ele tem todas as ferramentas que você precisa em mãos. Ele tem o poder de tocar os corações e abrir as portas para um novo trabalho.

No mais você vai precisar do seguinte (não necessariamente nesta ordem):

·  Experiência da sua Igreja
A maioria das denominações já tem algum tipo de trabalho com crianças – escola dominical ou culto infantil. Entre em contato com comunidades da mesma denominação que a sua, ou similar, e veja como eles trabalham, que material usam, etc..
Visite igrejas na sua cidade e peça para assistir ou participar como ouvinte de uma classe de crianças. Também pode ser interessante visitar uma escola pública ou particular, para ver como os professores se relacionam com as crianças.

·  Pessoas e apoio
Converse com o pastor da sua comunidade.
Convide pessoas para te ajudar – Professores, pedagogos e recreadores têm uma boa visão de como e o que as crianças hoje tem na escola e do que precisariam em termos de educação.
Contate pais, mães, avós, etc.. afinal são eles que vão trazer as crianças e são eles que podem te dizer as dificuldades que sentem em casa, no dia a dia.
Catequistas, professores de educação religiosa e o pastor vão te ajudar com questões de fé e teologia.
Pessoas com dons para música, trabalhos manuais, contação de histórias são também uma ajuda imprescindível.
Veja quais destas pessoas estão dispostas a trabalhar diretamente com as crianças e estabeleça um rodízio. As demais podem vir uma vez ou outra a reuniões e participar com seus dons também.
Recomendo que haja sempre no mínimo dois adultos com qualquer grupo de crianças.

·  Currículo
Defina o programa que você vai seguir com as crianças. Muitas editoras cristãs tem currículos prontos (consulte por exemplo as editodas Sinodal, Concórdia, Juerp, Casa Publicadora da Assembléia de Deus, Betânia, Luz e Vida, etc..).
Você também pode criar e definir suas próprias “lições” e currículo – seguindo a ordem dos livros da Bíblia, por exemplo.
Se você nao tem recursos ($) para comprar os livros para os professores, veja com outras igrejas próximas ou as próprias editoras se podem doar/emprestar livros de anos anteriores, encalhados ou com defeito.

·  Espaço e Material
Uma sala exclusiva para as crianças é o ideal. Numa sala você pode enfeitar as paredes, pendurar os trabalhos e desenhos das crianças, arranjar móveis cadeiras e mesas na altura adequada para as crianças ou um carpete barato e almofadas como uma alternativa simples e descontraída.
Locais abertos, como jardim ou salão de festas podem ser usados ocasionalmente, mas você deve considerar que as crianças tendem a dispersar e não prestar atenção.
Você também vai precisar de material para as crianças usarem – lápis de escrever e de cor, papel, cola, tesoura são essenciais. Faça uma campanha de doação com a comunidade para materiais novos ou usados.
Sucata é fácil de pedir a comunidade que junte e é ótimo material de trabalho. Você pode fazer quase tudo com sucata: desde estantes para guardar material com caixas de papelão ou restos de madeira; fantoches, bonecos, cenários para contar histórias; atividades para reforçar o conteúdo da história, deixando o material à disposição das crianças.

·  Horário
Em que momento será feito o trabalho com as crianças? Durante o culto dos adultos? Durante a ED dos adultos? Num dia de semana? Sabado à tarde? Em todos os dias que tiver atividade na igreja?
Quanto tempo esta atividade irá durar? As crianças tem um tempo de concentração pequeno, que varia de acordo com a idade. É preciso variar as atividades e preencher todo o tempo em que você irá ficar com eles: músicas, brincadeiras, contar uma história, desenhar, recortar, etc..

·  Crianças, ajudantes e classes
Você precisa saber quantas crianças tem na sua comunidade: faça um levantamento de nomes, enderecos e telefones das famílias com crianças da comunidade.
Uma vez que você saiba quantas crianças que a comunidade tem, você também vai precisar definir se todas as crianças vão ficar juntas, ou se vão ser separadas por faixa de idade / grupo escolar, etc… (aqui na minha comunidade, por exemplo, nós trabalhamos com 2 grupos: crianças da pré-escola e crianças alfabetizadas – isso dá mais ou menos os seguintes grupos de idade: 3 a 7 anos e 8 a 11 anos) – depois dos 11 anos as crianças passam para outros grupos e antes dos 3 anos em geral elas ficam com os pais na igreja (nós não temos creche/berçario para os bem pequenos).
Defina o que funciona melhor. Tudo depende do número de crianças e de ajudantes disponíveis. Converse com professores experientes para determinar o número de crianças que cada adulto consegue atender em sala de aula.
Tambem é bom ter sempre um ajudante – uma pessoa que possa levar os pequenos ao banheiro, distribuir material, controlar a bagunça, etc.. – para que o professor tenha as “mãos” livres para contar a história e direcionar o trabalho. É importante que as crianças – principalmente as pequenas – nunca fiquem sozinhas na sala, por questões de segurança.

·  Primeiro dia com as crianças
Marque o dia para começar e convide as crianças – pode ser por carta, telefonema, visita à casa da família ou num papo rápido após o culto na igreja mesmo.
No primeiro dia, eu diria para você preparar uma atividade especial, envolvendo os pais também e todas as pessoas que se dispuseram a ajudar. Assim tanto as crianças como seus responsaveis podem conhecer o grupo que irá trabalhar com elas, o local onde elas ficarão, o tipo de trabalho que será feito, etc..
Você também pode pedir que o pastor apresente o grupo num domingo, no culto, chamando todos os voluntários do Departamento Infantil à frente, e explicando a congregação que tipo de trabalho se pretende realizar, quando, como, onde.

·  Reciclagem
Depois do trabalho iniciado é bom que os voluntários se reúnam de tempos em tempos, para conversar, trocar idéias, preparar festas, ouvir sugestões.
Prepare também reuniões de treinamento ou com temas específicos: estudos bíblicos com um pastor ou palestrante, oficina de fantoches ou de teatro com algum grupo que trabalhe com bonecos, cursos e seminários da igreja destinados ao trabalho com crianças, etc.. Tudo para dar aos voluntários ferramentas diferentes e motivação.

No mais, leia, se informe, fique atento à matérias sobre comportamento infantil, cursos gratuitos e palestras de artesanato, educação, religião, etc.. Não só da igreja, cursos leigos também são ótimas formas de aprender; depois é só adaptar as ferramentas ao ensino cristão, afinal nós e nossas crianças vivemos e convivemos com o mundo!

DINÂMICAS PARA GRUPOS DE CRIANÇAS

22 de janeiro de 2009 às 10:51 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Abra o Olho

Tema: Temos os olhos vendados para a violência?
Duração: 5 minutos
Público: adolescentes; mínimo 5 participantes.
Material: Dois panos para fechar os olhos e dois porretes feitos com jornais enrolados em forma de cacetete.

Dois voluntários devem ter os rostos cobertos e devem receber um porrete de jornal. Depois devem iniciar uma briga de cegos, para ver quem acerta mais o outro no escuro. O restante do grupo apenas assiste.
Assim que inicia a “briga”, o coordenador faz sinal para o grupo não dizer nada e desamarra a venda dos olhos de um dos voluntários e deixa a briga continuar. Depois de tempo suficiente para que os resultados das duas situações sejam bem observados, o coordenador retira a venda do outro voluntário e encerra a experiência, abrindo um debate sobre o que se presenciou no contexto da sociedade atual.

A reação dos participantes pode ser muito variada. Por isso, é conveniente refletir algumas posturas como: indiferença x indignação; aplaudir o agressor x posicionar-se para defender o indefeso; lavar as mãos x envolver-se e solidarizar-se com o oprimido, etc.
Alguns questionamentos podem ajudar, primeiro perguntar aos voluntários como se sentiram e o por quê. Depois dar a palavra aos demais participantes. Qual foi a postura do grupo? Para quem torceram? O que isso tem a ver com nossa realidade? Quais as cegueiras que enfrentamos hoje? O que significa ter os olhos vendados? Quem estabelece as regras do jogo da vida social, política e econômica hoje? Como podemos contribuir para tirar as vendas dos olhos daqueles que não enxergam?

Sugestões de textos: Marcos 10, 46-52; Lucas 10 25 a 37 ou Lucas 24, 13-34.

Amigo Júlio
Leo F., 2003.

Tema: pecados da língua.
Duração: 5min (dia 1) + 20min (dia 2).
Público: jovens, mínimo 5 pessoas.
Material: nenhum.

Esta dinamica é sobre o poder da língua – leia Tiago 3. E tem como objetivo que as pessoas reflitam mais antes de fazer comentários sobre outros. Em todo ser humano existe a tendência de guardar na memória mais facilmente defeitos do que qualidades das pessoas. Uma fofoca ou um comentário maldoso ou impensado podem destruir a imagem e/ou a vida de alguém.

DIA 1:
O coordenador divide a turma em dois grupos. O grupo 1 sai da sala e o coordenador fala, ao grupo 2, sobre um personagem ficticio:
“Eu tenho um amigo que se chama Júlio. Ele é um fofoqueiro, impulsivo, mentiroso, teimoso, ordeiro, honesto e competente.”

Depois fala ao grupo 2, sem que o grupo 1 ouça, só que inverte a ordem das qualidades e defeitos:
“Eu tenho um amigo que se chama Júlio. Ele é muito competente, honesto, ordeiro, teimoso, mentiroso, impulsivo e fofoqueiro.”

Após estes 2 momentos, informe a ambos os grupos que na próxima reunião a atividade será concluida.

DIA 2:
No próximo encontro, pergunte as pessoas se lembram do seu “amigo Julio”. É surprendente como as pessoas lembrarão em primeiro lugar os defeitos.

Deixe que os participantes tirem suas próprias conclusões ou faça a leitura do texto sugerido acima e estimule a discussão.

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